O presente blogue tem como objectivo divulgar os trabalhos realizados pelos alunos dos diferentes ciclos de ensino do Agrupamento de Escolas José Afonso - Alhos Vedros, no âmbito da temática das Comemorações do Centenário da República Portuguesa.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Contributos das diferentes áreas curriculares não disciplinares para o desenvolvimento das competências
Operacionalização interdisciplinar – Área de Projecto
Turma E 6ºano
22/12/2009
Áreas Curriculares Disciplinares com que articula:
• HISTÓRIA E GEOGRAFIA DE PORTUGAL
• EDUCAÇÃO VISUAL E TECNOLÓGICA
• EDUCAÇÃO MUSICAL
• ESTUDO ACOMPANHADO
• COMEMORAÇÃO DO CENTENÁRIO DA IMPLANTAÇÃO DA RÉPUBLICA
Actividades:
• Pesquisa de informação sobre a implantação da republica.
• Pesquisa de imagens do local e das personagens envolvidas na implantação da republica.
• Pesquisa de imagens de trajes da época.
• Visualização de PowerPoint realizado por alunos de uma turma de 9ª ano.
• Desenho das personagens para o filme de animação.
• Realização de um filme de animação.
• Introdução de musica no filme.
Calendarização:
• 2º Período e 3º Período
Avaliação:
• Avaliação diagnóstica (acompanhamento do trabalho e seu registo em grelhas de avaliação). • Grelha de avaliação ponderada – avaliação sumativa.
CRISE E QUEDA DA MONARQUIA - ANTECEDENTES DA IMPLANTAÇÃO DA REPÚBLICA
Data de 10 de Outubro de 1910 a queda da Monarquia e a implantação da República. As causas deste acontecimento histórico que pintou com novas cores e ideais a vida política, social e cultural do nosso Portugal encontram-se nas grandes dificuldades sócio - económicas e instabilidade política vividas, já desde os finais do século XIX.
Apesar dos esforços realizados pelos governos regeneradores da segunda metade do século, que pretendiam dotar o país de infra-estruturas que permitissem o desenvolvimento da indústria e do comércio, a verdade é que as medidas tomadas ficaram aquém das expectativas. As tentativas de modernização do país, através da construção de estradas, pontes, caminhos-de-ferro tinham sido conseguidas através de empréstimos contraídos ao estrangeiro, a juros altos, o que agravou o endividamento externo.
Em consequência do desequilíbrio financeiro, o Estado viu-se obrigado a lançar impostos, agravando o descontentamento social. As classes médias e alguns sectores mais politizados do operariado culpabilizavam a monarquia e a ineficácia dos seus governos, a quem atribuíam todos os males.
O Republicanismo, aproveitando a insatisfação da sociedade contra a monarquia, começou a ser difundido e a ganhar expressão no país. Os princípios fundamentais defendidos pelos republicanos eram: abolição da monarquia, separação da Igreja e do Estado, igualdade perante a Lei, sufrágio universal, liberalismo económico, nacionalismo e colonialismo. Em 1876, já existia um partido político com o nome de Partido Republicano Português e, dois anos depois, já tinha deputados no Parlamento. A campanha contra o regime monárquico contou na sua base com o apoio da média burguesia e do operariado urbano.
A Questão do Ultimato inglês (1890) desferiu um duro golpe no orgulho nacional dos portugueses. Aproveitado magistralmente pelos republicanos para “incendiarem” os ânimos contra D. Carlos e o seu governo, este descontentamento fragilizou inevitavelmente a Monarquia. As manifestações contra o Ultimato levaram à composição de uma marcha militar e patriótica, A Portuguesa, que mais tarde viria a ser o hino nacional.
O número de militantes republicanos era cada vez maior e os seus apoios incluíam organizações secretas como a Maçonaria e a Carbonária. Após a revolta de 31 de Janeiro de 1891, no Porto, facilmente controlada pelas forças leais ao rei, este dissolveu o Parlamento e entregou, em 1906, a chefia do governo a João Franco, que passou a dirigir o país de forma ditatorial. Políticos opositores do regime, sobretudo republicanos, foram condenados ao exílio nas colónias e a liberdade de imprensa limitada pela censura. A dureza das medidas tomadas por João Franco acabou por radicalizar a oposição e conduzir ao regicídio em Fevereiro de 1908. O trono foi ocupado por D. Manuel, que demitiu João Franco e restabeleceu as instituições democráticas. A monarquia não conseguiu, no entanto, recuperar a credibilidade perdida nem o apoio da população.
No dia 4 de Outubro de 1910, em Lisboa, um movimento de militares revoltosos, apoiados pela Maçonaria, pela Carbonária e pela população em geral, saiu para as ruas. Sem encontrar grande resistência por parte das forças monárquicas, na manhã do dia seguinte, 5 de Outubro, na varanda da Câmara Municipal de Lisboa foi proclamado um novo regime político – a República.